O terminal rodoviario de Praga e uma bagunca. Parece uma daquelas "rodoviariazinhas" de cidades pequenas brasileiras, so que com umas 90 plataformas de onibus. Acho as rodoviarias da Bolivia melhor do que essa ai. Existem varias companhias que fazem os mesmos trechos e parecem pouco confiaveis. Os precos entre elas variam muito, podendo uma ser quase o dobro da outra. Para nossa "sorte" compramos a passagem para Munique da mais cara e menos confiavel pois era a unica que tinha no horario.
Na Europa e comum as proprias pessoas colocarem suas malas no bagageiro do onibus. Nao ha controle de bagagem.
Chegamos para embarcar, jogamos nossas mochilas no bagageiro e fomos entrando no busao. O motorista era um tiozinho com uma puta tatuagem no braco, todo "style". Quando dissemos que ja tinhamos guardado a bagagem ele alertou-nos para tomar cuidado com roubos, pois um colega dele tinha tido problema. Entao o Aron aqui tratou de ficar vigiando as bolsas enquanto Mary assegurava nosso lugar.
Enquanto fazia meu trabalho de "vigia" o motoca veio conversar, perguntando de onde eramos e passou algumas informacoes sobre a viagem. Ele era muito simpatico.
Antes de sair, deu algum rolo com os tiquetes de uma passageira, o que levou o motorista a ir ate o guiche para resolver o problema. Voltou revoltadissimo. Esbravejando em alemao para todo o onibus sobre o ocorrido. Nao entendemos propriamente o que dizia, mas quando ele falou em ingles disse que a mulher do guiche so servia para limpar chao. Foi muito comedia. Ele estava tao puto que nao aceitou o dinheiro de uma moca que nao tinha bilhete, ou seja, ela viajou de graca!
Iniciamos nossa viagem de 7 horas rumo a Munique. Durante o caminho o motoca tecia comentarios em alemao sobre as paradas e lugares, e voltava a falar alguma coisa dos tiquetes, provavelmente, xingando a mulher do guiche. Ele sempre falava em ingles com a gente depois, passando as informacoes. As vezes ate arranhava um espanhol.
Na fronteira ficamos nas esperanca de mais um carimbo em nosso passaporte. Mas os oficiais apenas verificaram se ele nao era falso.
Quando o onibus adentrou na regiao da Bavaria o motoca comecou a falar em alemao com todos. A unica coisa que entendemos foi um "brazilien". De repente ele comecou a tentar falar em portugues, mas logo desistiu dizendo que suas idas ai Brasil nao foram suficientes para aprender o idioma. Continuou em ingles explicando-nos que aquela era a regiao que mais produz cerveja na Alemanha e que la e feita a melhor cerveja do mundo, segundo ele.
Chegando em Munique, o tiozinho ainda puto, parou na garagem da empresa para tirar satisfacao com os chefes sobre o ocorrido em Praga. Enquando esperavamos vimos estacionado uns onibus estilizados, um com as cores da Argentina e outro da Holanda. Provavelmente para uso dos jogadores. Nao, nao deu tempo de descer e sabotar o busao dos "hermanos".
Depois, na cidade, o ponto final de onibus parecia um estacionamento de predio comercial. Nao tinha nada la!
Nos despedimos do motoca bacana e fomos comecar nossa aventura na Alemanha tentando descobrir como chegar na estacao de trem, de onde era facil para chegarmos em nosso hostel.
Texto de 23/05/2006
Quarta-feira, Junho 14, 2006
Quinta-feira, Junho 01, 2006
Vida de Caracol
Mochila nas costas, lá vamos nós para a próxima cidade/país. Chegamos na estação de trem, precisamos checar o horário e a plataforma que o trem parte. A bordo, sempre vamos lendo nosso guia as informações sobre o próximo destino, escutamos uma musiquinha ou então jogamos um sudoku para passar o tempo.
Já na cidade, vamos procurar um posto de informação turística, onde conseguimos um mapa(quase sempre gratuitamente) e os pontos mais interessantes para se visitar no lugar.
Agora é hora de ir para o hotel/hostel. Normalmente sabemos como chegar, mas as vezeso mapa é fundamental. Esperamos que em nossa acomodação no mínimo, o chuveiro esquente bem. Se estamos em um quarto privado, torcemos para que o colchão não seja uma "concha" e se estamos em um dormitório, o colchão já deixa de ser algo importante, e o que mais queremos é que os nossos companheiros de quarto não sejam uma "moto-serra" a noite ou que tenham bom senso e quando chegam de madrugada não acendam a luz do quarto falando alto, como já aconteceu algumas vezes...
Depois de devidamente instalados finalmente vamos passear e conhecer as belezas locais. Lugares interessantes, outros nem tanto. O problema é na hora de comer. Sempre fazemos uma pelegrinação para achar um restaurante bom e barato. Como sempre estamos na região turística, os preços sempre são mais altos e achar um restaurante que tenha comida de qualidade e preço bom acaba se tornando bem cansativo. Algumas vezes entramos em frias, mas outras, em comprensação, temos muitas sorte. As indicações do guia ajuda algumas vezes, já em outras leva-nos a lugares que nem existem ou que não são lá grandes coisas. Dicas do hotes/hostel ou do "i" são de grande valia quando conseguimos encontrar o lugar.
Também temos que reservar um tempinho para ir até a internet para baixar as fotos e procurar e reservar a acomodação da próxima cidade. Nem sempre temos tempo de responder os e-mails ou escrever no blog pois sempre estamos com tempo contado.
Final do dia voltamos ao hostel exaustos, hora de testar o chuveiro, a cama e ver se os companheiros de quarto vão colaborar para uma boa noite de sono.
No dia seguinte acordamos e se o hostel oferece café-da-manhã aproveitamos para comer lá, senão temos que procurar um supermercado para fazer uma boquinha.
Tá na hora de arrumar a mala de novo, botar a mochila nas costas, ir para a estação de trem, procurar a plataforma... Vida de caracol...
Já na cidade, vamos procurar um posto de informação turística, onde conseguimos um mapa(quase sempre gratuitamente) e os pontos mais interessantes para se visitar no lugar.
Agora é hora de ir para o hotel/hostel. Normalmente sabemos como chegar, mas as vezeso mapa é fundamental. Esperamos que em nossa acomodação no mínimo, o chuveiro esquente bem. Se estamos em um quarto privado, torcemos para que o colchão não seja uma "concha" e se estamos em um dormitório, o colchão já deixa de ser algo importante, e o que mais queremos é que os nossos companheiros de quarto não sejam uma "moto-serra" a noite ou que tenham bom senso e quando chegam de madrugada não acendam a luz do quarto falando alto, como já aconteceu algumas vezes...
Depois de devidamente instalados finalmente vamos passear e conhecer as belezas locais. Lugares interessantes, outros nem tanto. O problema é na hora de comer. Sempre fazemos uma pelegrinação para achar um restaurante bom e barato. Como sempre estamos na região turística, os preços sempre são mais altos e achar um restaurante que tenha comida de qualidade e preço bom acaba se tornando bem cansativo. Algumas vezes entramos em frias, mas outras, em comprensação, temos muitas sorte. As indicações do guia ajuda algumas vezes, já em outras leva-nos a lugares que nem existem ou que não são lá grandes coisas. Dicas do hotes/hostel ou do "i" são de grande valia quando conseguimos encontrar o lugar.
Também temos que reservar um tempinho para ir até a internet para baixar as fotos e procurar e reservar a acomodação da próxima cidade. Nem sempre temos tempo de responder os e-mails ou escrever no blog pois sempre estamos com tempo contado.
Final do dia voltamos ao hostel exaustos, hora de testar o chuveiro, a cama e ver se os companheiros de quarto vão colaborar para uma boa noite de sono.
No dia seguinte acordamos e se o hostel oferece café-da-manhã aproveitamos para comer lá, senão temos que procurar um supermercado para fazer uma boquinha.
Tá na hora de arrumar a mala de novo, botar a mochila nas costas, ir para a estação de trem, procurar a plataforma... Vida de caracol...
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